Divisão feminina

E a criança não deixa de dividir a mãe e a mulher.
No melhor dos casos há uma divisão.

...se os cuidados que ela dispensa ao filho não desviam esta mulher de desejar. Desejar um homem. Um homem que a deseje.

…se os cuidados que ela dispensa ao filho não desviam esta mulher de desejar. Desejar um homem. Um homem que a deseje.

Ciúmes(s) femininos…

“Uma mulher tem ciúmes de outra como teria de um rapaz: ela tem ciúmes pelo fato de a outra possuir, ou parecer possuir este traço de eleição do amor que ela inveja. O que torna uma mulher ciumenta é menos que seu amante deseje outras mulheres além dela, do que ele pense, a respeito de outra mulher, que ela tem um “quê” que a torna irresistível. Esse “quê”, esse índice de um signo que captaria “magicamente” o desejo do outro, as mulheres não cessam de rastreá-los nas outras”.

Considerações sobre o ciúmes feminino...

Considerações sobre o ciúmes feminino…

A cura pela palavra

“A grande mudança de paradigma trazida pela psicanálise foi que, em vez de o médico (mestre) ensinar (equivocadamente) para a histérica o que ela tem, o psicanalista vai autorizar a histérica a falar por si mesma, em palavras e não em sintomas, ensinando a ele o que ela deseja. É a verdadeira cura pela a palavra”.

Geraldino Ferreira Alves Netto

Notas sobre a histeria masculina…

“Se eu fosse mulher – na mulher os fenômenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas – cada poema do Álvaro de Campos (o mais histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem – e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais; assim tudo acaba em silêncio e poesia…
Fernando Pessoa

Luto

Perder. Perder alguém, perder um objeto, perder um status, perder um lugar, um papel, se perder. A psicanálise acolhe o luto, trata-o com respeito. Acolher, neste caso, diz respeito a ouvir a dor do outro, ajudá-lo a elaborar uma perda, resignificar o próprio lugar e seguir em frente apesar de.

Perder. Perder alguém, perder um objeto, perder um status, perder um lugar, um papel, se perder.
A psicanálise acolhe o luto, trata-o com respeito.
Acolher, neste caso, diz respeito a ouvir a dor do outro, ajudá-lo a elaborar uma perda, resignificar o próprio lugar e seguir em frente apesar de.

Porque fazer análise?

Em primeiro lugar, como resposta, porque você está sofrendo, ou seja, em algum lugar de seu ser, algo dói, não está bem.
A experiência de uma análise é única, para sempre e pode ser surpreendente.
Segundo, os efeitos que uma análise pode ter, além de terapêuticos, ou seja, além de melhorar sua qualidade de vida, podem ser da ordem de um ganho. A pessoa leva para sua vida descobertas, redescobertas e sabe mais sobre o próprio sofrimento e sobre o que lhe afeta.
Com este fato, o fator qualitativo aumenta e a chance da dor diminuir é alta e praticamente consequência. Além disso, a pessoa passa a falar em nome próprio e consequentemente a se responsabilizar pelas suas escolhas sabendo não somente das perdas, mas dos ganhos. Ou seja, é ser mais ético com seu próprio desejo. Ser fiel a si próprio até o fim…
Querer saber mais sobre si é poder acolher e respeitar seu ser. É dar um contorno para aquilo que te machuca, te angustia e colocar o sofrimento em seu lugar.
De maneira geral podemos afirmar que se disponibilizar para fazer uma análise significa encontrar novas saídas para o que nos afeta. Outras possibilidades de estar neste mundo que não podemos esquecer, causa muitos sofrimentos. É poder sustentar ser a dor e a delícia de ser quem se é!

Do que trata a Psicanálise?

A psicanálise é uma forma de olhar, acolher e tratar o sofrimento humano.
Ela cuida dos seguintes sofrimentos:
– Angústia ( pânico, ansiedade, inibições)
– Pensamentos (auto-recriminativos, insistentes, desagradáveis)
– Sintomas corporais (dores no corpo, somatizações)
– Dispersão
– Transtornos globais do desenvolvimento
– Delírios e alucinações
– Desejo (sexual, desejos de morte, desejo de sentir desejo, desejos impossíveis)
– Tristeza (existencial, pela perda de algo ou de um ente querido, separações diversas, melancolia)
– Solidão
– Dificuldades nos relacionamentos

Experiência

-Praticante da Psicanálise
-Especialista em “Teoria, técnica e estratégias fundamentais em psicanálise” pela Universidade de São Paulo
-Supervisora institucional da Psicoedro
-Psicóloga

Realiza atendimento clínico psicanalítico de jovens e adultos desde 2003 em consultório particular, na clínica Durval Marcondes e no Hospital das Clínicas.
Pesquisa a dança e suas relações com a psicanálise.
Facilitadora de grupo de estudo em arte e psicanálise.
Acolhimento de pais.